- Affonso Eduardo Reidy
Affonso Eduardo Reidy foi um arquiteto brasileiro. É considerado um dos pioneiros na introdução da arquitetura moderna no país, sendo um dos grandes nomes do urbanismo moderno no país.
Obras:
- Conjunto residencial prefeito mendes Moraes
O Conjunto Residencial Prefeito Mendes de Moraes, conhecido como Pedregulho, foi projetado pelo arquiteto Affonso Eduardo Reidy em 1947, para abrigar funcionários públicos do então Distrito Federal. Localizado no bairro de São Cristóvão, Rio de Janeiro, o Pedregulho compõe a fase social da arquitetura de Reidy, ao lado da Unidade Residencial da Gávea (1952) e do Teatro Armando Gonzaga (1950), em Marechal Hermes.
A estética e os princípios defendidos por Le Corbusier se fazem sentir nesse projeto, no cuidado com as tecnologias aplicadas na construção, na economia de meios utilizados e nas preocupações funcionais estreitamente relacionadas às soluções formais: controle da luz e da ventilação, facilidade de circulação.
Na concepção arquitetônica do complexo, com 328 unidades, cada obra é definida por um volume simples, onde a forma indica a diferença de funções: o paralelepípedo destina-se aos prédios residenciais; o prisma trapezoidal aos edifícios públicos; e as abóbadas, às construções desportivas.
Os pilotis de alturas variáveis constituem outra solução original empregada em função dos desníveis do solo. A peça-chave de todo o conjunto é o grande edifício construído no alto, de planta serpenteada, que acompanha as condições naturais do terreno.
https://www.archdaily.com.br/br/01-12832/classicos-da-arquitetura-conjunto-residencial-prefeito-mendes-de-moraes-pedregulho-affonso-eduardo-reidy
- Edifício palácio Gustavo Campanema
Atual Edifício Gustavo Capanema ou Palácio Capanema é um edifício público localizado no centro da cidade do Rio de Janeiro, à Rua da Imprensa, número 16.
O edifício é considerado um marco no estabelecimento da Arquitetura Moderna Brasileira, tendo sido projetado por uma equipe composta por Lucio Costa, Carlos Leão, Oscar Niemeyer, Affonso Eduardo Reidy, Ernani Vasconcellos e Jorge Machado Moreira, com a consultoria do arquiteto franco-suíço Le Corbusier. O projeto do edifício, desta forma, ensaia a utilização da arquitetura funcionalista de matriz corbuseana no país, além de introduzir novos elementos. Foi construído em um momento durante o qual o Estado tentava passar uma sensação de modernidade ao país, o que se refletiu tanto no projeto do edifício quanto no contexto histórico em que se insere. A construção ocorreu entre 1936 e 1945 e a obra foi entregue em 1947.
https://www.archdaily.com.br/br/911429/restauracao-do-palacio-gustavo-capanema-chega-a-ultima-etapa
- Museu de arte moderna do rio de janeiro
O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio) é uma das mais importantes instituições culturais do Brasil. Seu edifício-sede, a obra mais conhecida do arquiteto carioca nascido em Paris Affonso Eduardo Reidy, é um marco na arquitetura moderna mundo e segue a orientação da arquitetura racionalista, destacando-se pelo emprego de pilotis, grande vão livre e integração com a paisagem e os jardins do entorno, que são obra do paisagista Roberto Burle Marx.
O museu foi inaugurado em 1948, por iniciativa de um grupo de empresários presidido por Raymundo Ottoni de Castro Maia, como uma organização particular sem fins lucrativos, fruto do contexto cultural e econômico que o Brasil vivenciou no segundo pós-guerra, em que se observou a diversificação dos equipamentos culturais deste país, a aquisição de um valioso patrimônio artístico e a assimilação das correntes artísticas modernas.
Palco de diversos acontecimentos de grande relevância na vanguarda artística brasileira, o museu amealhou ao longo de sua história uma grande coleção de arte moderna e contemporânea altamente representativa. Parte dessa coleção foi perdida no trágico incêndio de 1978. Conserva hoje aproximadamente 15 mil obras de arte, sendo 6.600 da coleção própria e as demais, em regime de comodato, advindas da Coleção Gilberto Chateaubriand, desde 1993, e da coleção de fotografias de Joaquim Paiva.
- Albergue da boa vontade
A edificação está localizada no bairro da saúde, próximo ao centro da cidade do rio de janeiro.
a edificação possui dois pavimentos e articula suas depêndencias por meio de alas e um grande pátio interno. o patio ocupa uma área de 556m² e sobre este vemos duas alas que o atravessam no segundo pavimento.
Nas alas destinadas aos dormitorios podemos observar o uso da ventilação cruzada por meio de esquadrias. nestas alas as camas foram feitas para pivotar e estarem suspensas por meio de um tirante, desse modo a limpeza é facilitada.
o albergue possui uma volumetria reta, seu pátio interno e suas alas configuram um jogo de cheios e vazios, a ventilação e iluminação são demandas cumpridas pelo partido formal.
o albergue hoje abriga o cprj. hoje o albergue se encontra com sua arquitetura muito modificada devido as novas demandas do novo uso.
O espaço das alas não foi suficiente para abrigar as necessidades do centro, o pátio foi então ocupado parcialmente, funcionando como área descoberta para tomar sol e ambiente de estar.
o layout das partes já existentes no pavimento térreo foi também bastante modificado. as alas do 2° pavimento não foram muito alteradas e os espaços são utilizados como consultórios e areas de jogos para os internos, os corredores não abrigam leitos devido a impossibilidade que o acesso vertical por escadas cria no tranporte de pacientes.
A grande questão que envolve o albergue da boa vontade é como quando podemos utilizar uma arquitetura para um determinado uso. reidy e gerson, pensaram em um espaço para acomodar dormitórios noturnos. a ultilização para um centro pisiquiatrico é um tanto equivocada, as áreas de internação ficam no terreo onde existe maior movimentação e desconforto acústico, contudo locar essas áreas no pavimento se torna impráticavel devido a um acesso vertical não apropriado feito por escadas. arquitetura é adaptável até um certo ponto. o albergue é exemplo de um amontoado de soluções imediatistas que desconfiguram arquitetura, ele poderia ser utilizado para outro uso, e o centro poderia ser locado a uma arquitetura mais apropriada para suas atividades.
http://www.leonardofinotti.com/projects/albergue-da-boa-vontade
- Conjunto Habitacional Marquês de São Vicente
Popularmente conhecido como minhocão da Gávea pela longa e curva extensão linear, o edifício com 328 células habitacionais construídas das 748 propostas a priori, foi projetado especialmente para substituição de uma favela que compunha a área original. O projeto ainda previa uma creche, escola primária e secundária, playground, mercado, lavanderia, posto de saúde, igreja, teatro, campos de esportes, administração e um departamento de serviço social, mas, somente as lavanderias e o posto de saúde foram efetivamente materializados. O projeto original sofreu uma série de interferências, entre elas, e talvez a de maior relevância, a construção do Túnel Zuzu Angel e da autoestrada a priori não previstos, impactando significativamente no desenho da cidade e que mesmo diante de intensos embates, foi oficialmente construída, afetando o térreo do edifício.
https://www.archdaily.com.br/br/903975/roteiro-de-5-projetos-de-affonso-eduardo-reidy-para-visitar-no-rio-de-janeiro
- Teatro Armando Gonzaga
Situado no bairro de Marechal Hermes, zona norte do Rio, o Teatro Armando Gonzaga oferece diversos espetáculos e desempenha função bastante ativa em fomentar expressões artísticas da comunidade, proporcionando cursos de teatro, dança e vídeo.
Implantado como objeto isolado no centro da quadra, o conjunto de edifício e praça é um exemplar da arquitetura moderna carioca. A volumetria, resultado da intercessão de dois trapézios, se consagra na cobertura borboleta, típica da época. O programa se organiza longitudinalmente: foyer, plateia e palco. O piso da plateia é rebaixado para garantir visibilidade homogênea à boca de cena, originalmente projetada por Burle Marx. Nas laterais da plateia situam-se as áreas administrativas.
Uma marquise abriga a bilheteria, solta do volume principal, e cria uma área de transição entre o exterior e o interior do teatro. Na parte posterior, em volume mais baixo, estão localizados os anexos do teatro, bem como a entrada para atores e equipe.
O uso do branco com detalhes em outras cores, no caso, o azul, também é característica do movimento moderno carioca. A integração entre arte e arquitetura foi amplamente utilizada nas obras de Reidy e também está presente nos painéis laterais do teatro.
http://arqguia.com/obra/teatro-armando-gonzaga/?lang=ptbr
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